
Seis anos. Não é pouco - é tarde que vira cedo, briga que vira abraço no escuro, silêncio que a gente aprendeu a não precisar preencher. Tem coisa que eu só sei fazer porque você me ensinou sem querer: esperar com calma, ceder sem perder, amar sem cobrar recibo. Seis anos e eu ainda noto a forma como você ri quando acha que ninguém tá vendo. Ainda noto. Se tivesse que escolher de novo - na mesma esquina, no mesmo dia - faria tudo igual. Tudo.
























