Seis anos e eu ainda fico nervosa quando você chega

Seis anos. Meu bem, eu poderia contar isso em datas, em viagens, em brigas resolvidas na madrugada e em risadas que a gente nem lembra mais de onde vieram - mas eu prefiro contar de outro jeito. Conto no dia em que você ficou do meu lado sem eu precisar pedir. Conto na mesa de domingo que virou nossa, no cheiro que misturou numa roupa só, no silêncio que a gente aprendeu a habitar junto sem que pesasse. Isso não é pouca coisa, não. Isso é um trabalho feito com paciência e com axé. Tem gente que acha que seis anos esfria. Que o fogo fica brasa e a brasa vai virando cinza. Mas o que eu sinto quando você entra num cômodo - minha linda, isso não é cinza coisa nenhuma. É aquele calor de festa boa, sabe? O tipo que esquenta por dentro e fica. Eu não sei o que vem adiante. Ninguém sabe. Mas sei que quero chegar lá com você do lado, rindo das coisas que hoje a gente acha sério demais. Sei que o melhor que eu tenho construído, construí com a sua presença. Então hoje não é só parabéns de calendário. É obrigada. Por cada ano que você escolheu ficar - e por deixar que eu também escolhesse.
· Tia Fátima



