
Não foi o acaso que te trouxe - foi a mão que tece histórias antes de nós existirmos. Eu te observei aprender a confiar no invisível, construir casa onde havia só promessa, plantar paciência em solo que eu, às vezes, endurecia. E ainda assim ficaste. 'Quem te encontrou, achou o bem' - Pv 18:22 - escreveram isso antes de eu saber o teu nome. Agora sei: era sobre você. Neste ano que passa, conto não as marcas do tempo no teu rosto, mas as marcas da graça - essa teimosia suave de amar bem, esse jeito de fazer o lar cheirar a pão e a paz. Que o Senhor te cubra de anos plenos, não de facilidade, mas de sentido. Que cada manhã te encontre certa de que és amada - por mim, e antes de mim, por Aquele que te formou com cuidado.

























