Riquezas de amor costuradas no tempo de Deus
Em cima da mesa velha de madeira, tenho guardado migalhas do nosso pão, o calor do forno, a farinha no avental, luz miudinha entrando pela janela, toda manhã recomeça quando você sorri. Meu bem, as marcas do tempo nas tuas mãos contam segredo de quem semeia e acolhe, grão a grão, caminhamos sustentados pela Palavra. No fiapinho de prosa, em cada oração baixa, você, filhinha, ensina a paz de esperar. O Senhor te pôs na estrada comigo, feito promessa quieta, teu olhar lembra: "Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus" (Salmo 46:10). Nesse dia tão especial, agradeço pelo seu cuidado, pelo amor paciente, pelo chão firme que construiu junto comigo. Que o novo ciclo venha doce feito bolo saindo do forno, coberto de oração e esperança.
· Vó Lurdes
O poema evoca memórias de cuidado, trabalho conjunto e crescimento na presença de Deus, celebrando o aniversário da esposa com ternura mineira, fé e gratidão.



