
Sessenta e cinco anos não cabem num calendário. Cabem no jeito que você ainda ri antes de falar, no cheiro de café que virou ritual, na voz que amansou quantas tempestades ninguém vai saber contar. Você não envelheceu - você foi ficando mais você. Cada ruga é uma escolha que ficou. Cada cabelo branco, uma história que valeu ser vivida até o fim. Sessenta e cinco anos e eu ainda aprendo só de te observar. Parabéns. Do jeito mais real que eu sei falar.
























