Sessenta e cinco - e você ainda guarda o melhor de tudo

Sessenta e cinco anos não são acúmulo - são camadas. A pele que aprendeu o frio de madrugadas difíceis, os olhos que reconhecem alegria antes de ela se anunciar, as mãos que já sabem a diferença entre o que sustenta e o que apenas ocupa espaço. Eu aprendi contigo que o tempo não apaga - ele revela. E o que ele revelou em você não tem nome fácil: tem peso de coisa verdadeira, textura de vida que não pediu permissão pra ser bonita. Sessenta e cinco - e eu ainda aprendo a te olhar direito. Parabéns por tudo que você é e por tudo que, sem querer, você ensinou.
· Profa. Beatriz Coelho
Sessenta e cinco anos que o tempo revelou - um poema sobre a beleza do que é verdadeiro.


