Sessenta e cinco anos: a colheita de quem plantou com fé

Sessenta e cinco anos não se contam apenas em calendários. Contam-se em orações respondidas, em noites atravessadas pela fé quando a razão já havia desistido, em manhãs em que você se levantou - mesmo sem saber como - porque havia Alguém maior sustentando seus passos. Eu estive perto o suficiente para ver isso acontecer. E não consigo chamar de outra coisa senão graça. A Palavra diz que 'os que esperam no Senhor renovam as suas forças' (Is 40:31). Você viveu esse versículo - não leu, não decorou, viveu. Cada renovação que testemunhei em você confirmou que a promessa não é poesia: é realidade que se instala na vida de quem crê de verdade. Neste ciclo que se fecha em sessenta e cinco anos, vejo alguém que não apenas sobreviveu ao tempo, mas foi moldado por ele com a paciência de um oleiro. As marcas que você carrega não são sinais de desgaste - são sinais de que você foi trabalhado por mãos que sabem o que fazem. Que o Senhor, que te guardou até aqui, continue a ser a tua porção em cada novo amanhecer. Que cada ano que ainda vem seja habitado pela mesma presença que te sustentou até hoje - e que a tua história continue sendo, para quem te conhece, uma prova viva de que vale a pena crer.
· Pastor Antônio


