Dois anos, e eu ainda te olho como quem vê uma graça

Tem momentos que a gente não consegue explicar - só sentir. E foi assim que eu soube, ainda nos primeiros dias, que o que nasceu entre nós não era coincidência. Era graça. O tipo de coisa que a gente recebe sem merecer completamente, e que por isso mesmo pesa no peito de um jeito bom. Dois anos. Não é muito tempo no calendário, mas é tempo suficiente pra eu ter te visto de manhã, com sono e sem filtro, e ainda assim achar que sou o mais sortudo do mundo. É tempo suficiente pra a gente ter atravessado juntos dias que não foram fáceis - e sair do outro lado ainda de mão dada. Penso muito em Nossa Senhora quando penso em nós. Não sei explicar direito, mas tem algo na devoção, nesse amor que é quieto e firme ao mesmo tempo, que me lembra o que sinto por você. Um amor que não precisa gritar pra ser real. Que está lá, constante, como uma vela acesa diante do altar. Nestes dois anos, aprendi que amar você é também uma forma de oração - é presença, é atenção, é escolher estar. E eu escolho, todo dia, com gratidão e com paz. Obrigado por esses dois anos. Que Nossa Senhora continue cobrindo o nosso caminho com o manto dela - e que a gente siga juntos, com fé e com ternura, por muitos e muitos anos ainda.
· Padre Henrique



