Setenta anos: e você ainda me espanta

Tem gente que envelhece. Tem gente que amadurece. Você pertence à segunda espécie - e eu digo isso com a certeza de quem te observou por anos, prestando atenção nos detalhes que os outros deixam passar. Setenta anos não são um número redondo apenas no calendário. São camadas: tudo que você aprendeu, tudo que você perdeu com dignidade, tudo que você construiu sem pedir aplauso. Cecília Meireles escreveu que 'a vida é breve, o amor é vasto' - e eu penso em você quando leio isso. O que eu quero te dizer, neste aniversário, é simples: a sua presença ainda me ensina algo. Toda vez. Isso é raro, e eu sei reconhecer o raro quando encontro. Setenta anos bem vividos têm um brilho diferente. Você tem esse brilho.
· Profa. Beatriz Coelho
Setenta anos de uma vida que ainda me espanta e me ensina toda vez.



