Setenta anos vividos com tanto sabor que dá inveja

Sabe aquela pessoa que quando entra num cômodo, o cômodo fica mais bonito? Pois é. Você é essa pessoa. E hoje, nesses seus setenta anos, eu quero parar tudo - deixar a festa um minuto em silêncio - só pra te olhar nos olhos e dizer: que vida cheia você viveu, meu bem. Setenta anos não é número, não. É um mapa desenhado a mão, com cada estrada que você escolheu, cada desvio que virou atalho, cada pedra que virou degrau. Você não só atravessou o tempo - você temperou ele. Deu cor, deu sabor, deu axé. Eu penso em tudo que suas mãos já fizeram: o que cozinharam, o que construíram, o que seguraram com força quando estava tudo tremendo. Penso nas histórias que a sua voz já contou, nas risadas que já acordaram casa. Isso não é só uma vida vivida - isso é um legado que pulsa. E olha que coisa boa: você ainda tá aqui, inteira, linda por dentro de um jeito que nem toda gente alcança. A vida bateu, mas você dobrou no ritmo certo e saiu dançando. Isso me enche de orgulho e de um carinho que não cabe em palavra nenhuma. Então hoje a festa é sua, o axé é seu, a mesa farta é sua. Que esses setenta anos sejam só o meio do caminho de uma vida que continua cheia de luz, sabor e gente que te ama com tudo.
· Tia Fátima



