Setenta anos e você ainda cheira a festa, minha linda

Setenta vezes a vida te chamou pelo nome e você respondeu presente - com aquele sorriso que não pede licença. Setenta estações de manga, de chuva que chega sem avisar, de festa que começa cedo e não tem hora pra acabar. Eu olho pra você e não vejo peso nos anos - vejo raiz funda, vejo dendê, vejo axé, vejo alguém que aprendeu que a vida fica mais gostosa quando a gente para de correr. Setenta anos, minha linda, é chegar com tudo: com história, com graça, com aquele jeitinho seu de fazer qualquer lugar parecer uma festa.
· Tia Fátima
Setenta anos de festa, raiz e axé - um poema pra quem chegou lindo nessa idade.



