Sete anos, e cada um deles ainda me pega de surpresa

Sete anos cabem num número pequeno mas não cabem em nenhuma página que eu conheça. Cabem naquela vez que você ficou em silêncio e eu entendi tudo. No prato que você faz do jeito que eu gosto sem eu precisar pedir. No modo como o quarto fica diferente quando você não está. Sete anos não são sete começos - são sete camadas do mesmo amor que foi ficando mais fundo mais quieto mais meu. E hoje, quando o dia vira do avesso pra te festejar, eu só quero dizer que ainda escolho você no barulho e no silêncio, no fácil e no que custou caro. Sete anos. E o coração não aprendeu a ser indiferente.
· Júlia Marques
Sete anos, sete camadas - e o coração ainda não aprendeu a ser indiferente.



