Vinte anos são muitos amanheceres do mesmo lado
Vinte anos não cabem num único parágrafo - e eu não vou tentar resumi-los. O que eu sei é que aprendi, ao seu lado, que o amor não é aquela chama do começo, toda pressa e novidade. É outra coisa: é o silêncio que não pesa, é a conversa que continua de onde parou, é você saber exatamente como eu tomo o café sem precisar perguntar. Houve noites difíceis. Houve manhãs em que escolhemos ficar - e essa escolha, repetida tantas vezes, é o que me parece mais bonito em tudo isso. Não a permanência em si, mas a decisão de permanecer. Vinte anos depois, olho pra você e ainda vejo alguém que me surpreende. Isso, pra mim, é o suficiente pra querer mais vinte.
· Profa. Beatriz Coelho
Vinte anos de escolha repetida - e ainda quero mais vinte.



