Entre cadernos abertos, tua existência encontra poesia
Penso em aniversários como páginas luminosas desse livro que escrevemos a duas mãos, prima. Hoje, lembro nossos risos entrelaçados na infância, vozes cruzando um corredor antigo, esperando quase sem pressa os bolos e as histórias. Em ti, o tempo sempre soube desenhar gentileza. Vejo, em teus gestos, aquela delicadeza que Clarice chamou de silêncio necessário para compreender o outro. Você nunca precisou de muito alarde para florescer: bastou haver uma manhã, uma promessa simples pela frente. E quantas manhãs construímos, feito quem monta abrigo com ramos de palavras e esperança. Desejo que sigas desvendando teus dias sem medo, colecionando tardes novas-e, sem que perceba, siga sendo imagem tenra que há de morar para sempre em minha lembrança. Ria. Sonhe. Permanecerá sendo poema aberto entre minhas melhores páginas.
· Profa. Beatriz Coelho

