Entre páginas viradas, descubro seu aniversário
Talvez você nem lembre, mas suas mãos pequenas já folhearam meus livros proibidos de infância, naquela varanda antiga onde as tardes demoravam menos do que eu gostaria. Hoje é seu tempo de crescer entre páginas brancas e esperanças escritas em letras maiores do que o medo. Cada vez que sopra velas, é como se virasse uma nova página - e há sempre um brilho de curiosidade no seu olhar, do tipo que faz falta até à alvorada. Penso no que disse Cecília: a vida só é possível reinventada. Talvez você seja isso em minha história - uma reinvenção constante, um poema que ganha ritmo nos pequenos gestos, nos risos repentinos no corredor, no abraço que me devolve suavemente ao começo. Que seu aniversário seja alicerce para outras histórias, espaços em branco esperando para serem preenchidos por sua presença. Obrigada por mostrar que o tempo pode ser generoso quando vivido ao seu lado.
· Profa. Beatriz Coelho



