Nos olhos da madrinha, um tempo que se renova em silêncio
Certa manhã, você me apontou o caracol na hortênsia: itinerários desenhados com lentidão e vontade de chegar algum dia - era sobre paciência e crescer, entendi depois. Anos se aninham nas xícaras abafadas (e nas histórias contadas na esquina das tardes), madrinha é quem colhe o susto, acalma o temor, recolhe o riso. Hoje, celebro seu nome enquanto o vento dança no quintal e penso: não é só o sangue, não é só o nome, há vínculos criados na ternura dos gestos. Em outro tempo, Cecília escreveu sobre eternidades sorrateiras - pois, madrinha, sua presença é assim: constante, profunda, e toda festa guarda algo seu, mesmo em silêncio.
· Profa. Beatriz Coelho
Em cada imagem do passado fica a presença silenciosa da madrinha, que acolhe, protege e se faz eternidade no tecido do afeto.

