Brisa da infância e o abraço paciente da madrinha
Lembro da mesa posta, chá suave à tarde e o silêncio pontuado pelo tilintar das xícaras, enquanto você, com um olhar franco, compreendia o que palavras não diziam. Sua presença sempre foi livro aberto: generosidade nas páginas, paciência entre as linhas, carinho no prefácio e nas entrelinhas. Hoje, celebro o privilégio de caminhar tendo ao lado alguém que é rara mistura de afeto firme e ternura perspicaz. A maneira com que ouviu meus receios e pequenas alegrias inspirou confiança e repouso de quem encontra abrigo em palavras medidas, nunca apressadas. Como diz Drummond, "a cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos". No que depende de mim, agradeço: todo amor recebido aqui não passou em vão. Que seu novo ciclo devolva em doçura tudo aquilo que semeou com tanto zelo.
· Profa. Beatriz Coelho

