Azulejos da cozinha e a coragem que te guia
As canecas desparelhadas na estante ainda contam nossas manhãs; o barulho da colher no vidro, tua risada pronta, e a pressa que nunca tirou a delicadeza do teu cuidado. Crescemos juntas e, no entanto, você segue arejando os meus dias com uma clareza que admiro. Tua coragem não é barulhenta; é a firmeza de quem segura portas no vento e sabe a hora de acolher. Penso em Drummond e na beleza das coisas simples, quando um gesto basta para mudar o curso. Hoje celebro tua inteireza e a forma como transformas rotina em terreno fértil. Desejo que este novo ciclo te ofereça respiros, encontros bons e trabalho que te honre. Que tua alegria tenha casa larga, e teus planos encontrem chão. Estou contigo: para o café de sempre, os silêncios que confortam e as palavras que nos salvam.
· Profa. Beatriz Coelho



