Areia nos pés e um novo ciclo no peito
A varanda pega vento de mar e teu riso salta como onda. Crescemos dividindo casaco e susto, e, no meio do caos, você me ensinou a caber em mim. Irmã, teu jeito de abrir caminho é farol sem alarde. Hoje, o ano vira página com seu nome na margem. Que teus passos encontrem ruas leves, e que cada manhã seja jardim que floresce sem pedir licença. Se vierem ventos contrários, que eles só te empurrem para o que é teu. Quero estar perto, como água que volta à praia, celebrando teus pequenos grandes brilhos. Recebe este dia como concha que guarda mar dentro: memória, força e canto. Se o mundo apertar, me chama; sou abraço, sou porto. Te amo com a calma de quem sabe ficar.
· Júlia Marques
Um carinho de irmã em tom de mar e vento: celebrar teu novo ciclo com delicadeza, desejo de ruas leves e a certeza de que sou porto quando precisa.



