Quintal antigo e a esperança no desenho do teu perfil
No tapete gasto do quintal, vejo tua infância acenando - o rastro da bola, a sombra das mãos, teu riso recortando o fim de tarde. Ali, cada passo teu reescreveu o chão sob meus pés. Penso em Cecília, quando dizia que "a vida só é possível reinventada". E reinvento, cada ano, a arte de te olhar crescer e cuidar dos teus sonhos como terra úmida espera semente. O tempo te moldou sem pressa. Teus olhos trazem perguntas ainda sem resposta, e guardam poesia silenciosa: meu filho, cada aniversário teu equivale à renovação daquilo que realmente importa - o afeto imparável, nossa travessia comum, outrora só minha, hoje também tua, mundo adentro. Celebrar a tua existência é reconhecer: o amor não envelhece, apenas ganha novas páginas.
· Profa. Beatriz Coelho
Entre cheiros do passado e luzes do presente, celebro teu aniversário com versos que desenham o que palavras dizem pouco: a eternidade do teu existir em mim.

