Entre livros gastos e o som do teu riso pela casa
Os cantos da sala guardam resquícios do teu passo apressado, como a poeira fina que repousa sobre livros antigos. Cada objeto, um vestígio do tempo que, sem ruído, se empilhou entre nós. Fui testemunha das perguntas imprevisíveis, dos sonhos deixados nos cantos, das tuas primeiras letras entre rabiscos e esperança. Em dias nublados, lembro: "Ninguém é igual a ninguém, todo o ser humano é um estranho ímpar", como sussurra Drummond. Tu também tens tua inteireza rara, filho, e isso me move. Há uma lição silenciosa em te observar criar teu próprio compasso, desafiar fronteiras até dentro do mesmo lar. Neste aniversário, meu desejo é simples: que continues erguendo tua história com a coragem tranquila de quem carrega verdade no peito. Sou grata por ver a vida acontecer em ti, com toda a intensidade que só quem ama pode entender.
· Profa. Beatriz Coelho

