Sol no quintal e a amizade pousando inteira
Na luz oblíqua da manhã, encontro tua presença, o café na mesa lembra histórias que resistem ao tempo. Cada amizade é uma casa antiga: portas rangem, mas abrigam sem precisar de explicação. Hoje, o relógio marca não apenas mais um ano, mas a constância que tu és quando tudo perde forma. Um amigo carrega nas mãos algo de silêncio bom, um gesto manso, uma coragem que não recua nem com chuva forte. Lembro de Drummond, distraído perto da pedra: amizade também é saber rir do impossível e continuar, lado a lado, mesmo quando a rota parece se desenhar em linhas tortas. Teu aniversário é manhã depois da tempestade: o quintal lavado, o cheiro de terra, e a promessa límpida de mais encontros. Feliz dia a quem sabe ser abrigo. Que venham as próximas manhãs.
· Profa. Beatriz Coelho

