Oitenta anos: e você ainda chega antes do sol

Oitenta anos não chegam de mansinho, meu bem - eles entram pela porta larga, com cheiro de tempero bom, com barulho de gente que ficou. Cada ruga sua é um mapa de onde você esteve, cada riso, uma festa que ninguém esqueceu, cada mão que você deu ainda aquece quem tocou. Eu te olho e vejo o axé que não tem idade, a voz que acalma, a presença que basta. Oitenta voltas ao redor do sol e o sol ainda aprende com você como se chega bonito nos lugares que importam. Fica, meu bem. Fica muito. 🎉
· Tia Fátima
Oitenta anos de axé, de graça e de presença que aquece quem chega perto.


