Oitenta anos de alguém que faz a vida ter mais sabor
Oitenta anos não cabem num parabéns qualquer, meu bem. Cabem numa mesa farta, num abraço demorado, numa história que a gente conta e reconta porque é boa demais pra ficar guardada. Eu olho pra você e vejo tanta coisa: cada ruga que o tempo desenhou com carinho, cada risada que ecoou em festa, cada dificuldade que passou por baixo do seu braço sem te dobrar. Isso não é sorte - isso é axé de gente que viveu de verdade, com os pés no chão e o coração aberto. Oitenta anos têm o peso de quem carregou família, de quem escolheu ficar quando era mais fácil ir embora, de quem ainda hoje ilumina o cômodo só de entrar. Tem gente que passa a vida inteira sem aprender o que você já sabe de memória: que o amor é verbo, que a mesa posta é ato de generosidade, que a festa vale quando a gente está junto. Então hoje a festa é por você, minha linda. Que o dendê seja do bom, que o sorriso não falte, que cada pessoa ao seu redor saiba - mesmo que não diga - o quanto a sua presença pesa de bênção na vida delas. Com todo o carinho que eu tenho, celebro esses oitenta anos seus como se fosse a melhor festa do mundo. Porque é.
· Tia Fátima



