Setenta e cinco anos e você ainda me ensina como se vive

Tem gente que a gente olha e entende, sem precisar de muita explicação, o que significa ter vivido de verdade. Você é assim pra mim. Setenta e cinco anos não é só um número bonito pra colocar em bolo - é uma coleção inteira de escolhas difíceis, de mãos dadas nas horas erradas, de manhãs recomeçadas quando o dia anterior tinha pesado demais. Eu cresci te observando e fui aprendendo, sem perceber, que força não é não cair. É a forma como você levantava. Com calma. Com dignidade. Com aquele jeito seu de não fazer alarde de nada que custou muito. Os anos que você viveu ficaram em mim de formas que eu ainda estou descobrindo. Na paciência que tento ter. Na maneira que eu ouço as pessoas. No valor que eu dou pras coisas simples - uma mesa posta, uma conversa longa, um silêncio que não precisa ser preenchido. Hoje eu não quero só te parabenizar. Quero te dizer que a sua história importa, que os seus 75 anos são um patrimônio que a minha geração teria muito a perder se não prestasse atenção. E eu presto. Sempre prestei. Obrigado por ter chegado até aqui do jeito que você chegou - inteiro, verdadeiro, presente. Feliz aniversário. 🎂
· Marcos Almeida

