Setenta e cinco anos de quem aprendeu a viver de verdade
Há pessoas que envelhecem. Há pessoas que amadurecem. E há pessoas - raras, como você - que aprofundam. Setenta e cinco anos não é uma data que se comemora com balões e fórmulas prontas. É uma data que se contempla, com respeito e com a consciência de que estamos diante de algo que o tempo levou décadas para construir: uma pessoa inteira. Eu penso em tudo o que você atravessou. As manhãs que começaram pesadas e ainda assim você as transformou em algo digno. As escolhas que ninguém viu, mas que moldaram cada pessoa ao seu redor. A generosidade discreta, quase silenciosa, que nunca pediu palco. Drummond dizia que a vida é a arte do encontro. Pois bem - encontrar você foi um desses presentes que a vida entrega sem aviso, e que a gente só aprende a dimensionar com o tempo. Neste aniversário, o que eu quero te dizer é simples e é muito: você importou. Você importa. E cada ano que passa não diminui essa presença - aprofunda. Que os próximos anos sejam vividos com a mesma substância que você trouxe até aqui. Com leveza onde for possível, e com coragem onde for necessário. Feliz aniversário, com toda a grandeza que essa frase pode carregar.
· Profa. Beatriz Coelho


