Cinco anos: e ainda aprendo o seu nome como se fosse novo

Cinco anos não cabem em data. Cabem na xícara que você enche antes de eu pedir, no silêncio que aprendemos a habitar sem medo, na discussão que passou e ainda assim ficamos. Há coisas que o tempo não desgasta - desgasta o supérfluo, afina o essencial. E o que sobrou de nós depois de cinco anos é exatamente o que eu quero carregar. Drummond escreveu que no meio do caminho tinha uma pedra. No meio do nosso havia também - e eu aprendi com você que pedra não é fim, és ponto de apoio. Cinco anos. E eu ainda noto a inflexão da sua voz quando você conta algo que importa de verdade. Ainda aprendo. Ainda quero.
· Profa. Beatriz Coelho
Cinco anos não cabem em data - cabem em tudo que ficou depois que o supérfluo foi embora.



