Quatro anos de namoro: o que a graça foi tecendo em silêncio

Há quatro anos, algo se moveu - não apenas nos nossos corações, mas, creio eu, também nos planos de Deus. Não costumo falar de coincidências. Prefiro chamar pelo nome certo: graça. E você, desde o primeiro dia, tem sido uma graça que eu não soube merecer, mas aprendi a acolher. Quatro anos de namoro não são apenas um número que o calendário guarda. São tardes que se tornaram hábito, silêncios que aprendemos a habitar juntos, palavras ditas e palavras que não precisaram ser ditas. São as vezes em que você ficou - quando teria sido mais fácil ir embora. Nossa Senhora Aparecida, Mãe de todos os que amam com fidelidade, sabe quantas vezes eu pedi por nós. Pedi que esse amor fosse mais do que sentimento passageiro - que fosse raiz, que fosse escolha, que fosse entrega renovada a cada manhã. E olho pra você hoje e vejo que a oração foi ouvida. Cada ano que passa não desgasta o que existe entre nós. Ao contrário: revela. Como o ouro que o fogo não destrói, mas afina. Esse amor que celebro hoje não é o mesmo do início - é mais. É mais honesto, mais fundo, mais parecido com aquilo que o amor verdadeiro é chamado a ser. Que a Mãe Aparecida continue velando sobre cada passo que dermos juntos. E que nos seja dado, pela graça, chegar cada ano mais perto - um do outro, e do que Deus sonhou pra nós.
· Padre Henrique


