Três meses: o tempo que Deus usou pra me ensinar de novo a maravilhar

Há exatamente três meses, o Senhor cumpriu uma promessa que eu nem sabia que estava guardada para mim. Você chegou pequenino, com as mãos fechadas como quem ainda guarda segredos do céu - e desde então, cada manhã aqui dentro ganhou um peso diferente, um peso bom, daqueles que a gente não quer soltar. A Palavra diz em Salmos 127:3 que os filhos são herança do Senhor, fruto que vem d'Ele. Eu li esse versículo muitas vezes ao longo da vida. Mas só entendi de verdade no dia em que você pousou no meu colo e me olhou - sem pressa, sem cobrança - como se soubesse exatamente quem eu era antes mesmo de eu me apresentar. Três meses parecem pouco no calendário. São noventa dias. Mas em noventa dias você me ensinou que a fé não precisa de argumento: ela aparece no sorriso de uma criança de madrugada, na respiração serena de quem ainda não conhece o peso do mundo e, justamente por isso, nos lembra que esse peso não precisa ser carregado sozinho. Eu oro pela sua vida, pequeno. Oro que o Senhor guarde cada passo que você ainda nem imagina que vai dar. Que a Sua graça vá na sua frente e que, quando os dias ficarem difíceis - porque às vezes ficam - você sinta que há uma mão que te sustenta bem antes de você estender a sua. Que você cresça enraizado no amor que te gerou e amparado pelo amor que te criou. Esse é o desejo de quem te olha e enxerga, com clareza, a obra cuidadosa de Deus.
· Pastor Antônio



