Cem anos de graça - e eu ainda aprendo contigo

Cem anos não se contam em calendário, mas em tudo que ficou: no pão partido com quem tinha fome, na prece murmurada antes do sono, na mão que não soltou. Você atravessou o século como quem atravessa o adro da basílica - devagar, com respeito, ocupando só o espaço que a graça permite. Nossa Senhora de Aparecida te conhece pelo nome. Estou certo disso. E eu, que aprendi tanto só de olhar para você, peco que ela guarde cada dia que ainda vem com a mesma ternura com que guardou os que já foram. Cem anos de luz, de fé, de presença. Que dom.
· Padre Henrique
Um poema para quem chegou aos 100 anos com graça, fé e a mão que nunca soltou.

