Quando o café esfria e a amizade acende
Dez cadernos riscados e o mesmo banco na praça, risos que estalam como dedos no frio. Nessa amizade aprendi a ajustar o passo, acelerar quando você puxa, respirar quando eu travo. O tempo nos lapidou: menos impulso cego, mais propósito. Chamamos de ciclo cada vez que recomeçamos, e chamaremos de vitória cada queda que virou tração. Jornada que não pede atalho, só presença. Se hoje olho pra frente, é porque atrás está firme: teu olhar que diz vai, minha voz que responde vamos. Evolução virou hábito, não marra. Brindemos ao novo capítulo que se abre agora, com clareza, coragem e planos na mesa. Seguimos leves e potentes, porque decidimos acreditar — não no acaso, mas no que a gente constrói, passo a passo.
· Rafael Andrade
Um poema para celebrar dez anos de amizade que virou impulso: memória, propósito e coragem para abrir um novo capítulo, com foco na evolução.



