Mar, calendário e a década que floresceu
Guardo na mochila areia de um sábado antigo e teu riso que não se perdeu no vento. Dez anos e o calendário virou jardim: aprendemos a regar silêncio, rachar a luz, dividir o pão e o susto. Obrigada por ficar quando tudo correu. Que venham novas páginas de mar aberto, passos sem pressa, cafés que esfriam porque a conversa acende. A nossa lealdade ainda cabe inteira no bolso.
· Júlia Marques
Dez anos viraram um pequeno jardim de lealdade e riso: entre mar, vento e páginas que se renovam, um agradecimento sem excesso, de quem segue ao lado e sabe regar o que importa.



