Entre marés, regamos o tempo e rimos
Vento na cara, sal do mar nos lábios: é assim que lembro da nossa década. A cada ano que vira página, a amizade segue como barco firme, atravessando dias comuns e noites atravessadas. Regamos o que importa com cafés, andanças e risos tortos, e o jardim floresce mesmo quando a cidade corre demais. Obrigada por ser porto e correnteza, presença que não pede palco. Com você, o tempo tem gosto de estreia. Que venham mais manhãs descomplicadas, telefonemas ao acaso, silêncios confortáveis. Se o mundo soprar forte, a gente ajusta as velas. E segue, leve, sabendo que dez anos cabem inteiros dentro de um abraço.
· Júlia Marques
Dez anos como maré que vai e volta: amizade que rega o dia comum, vira páginas, sustenta risos e silêncios. Um brinde simples e verdadeiro.



