Coxinha fria, lealdade quente e nossa década
Coxinha fria na lanchonete da esquina e a conversa que não acabou mais. Dez anos depois, ainda rio daquele plano tosco que virou nada e, mesmo assim, virou tudo: parceria. Você conhece meus silêncios e minhas manias de designer neurótico com fonte. Te vi chegando com gasolina no galão quando o carro morreu, me ouviu em áudio infinito enquanto eu fazia mamadeira e tentava fechar um freela. Já me puxou pra luz quando eu só queria cancelar o mundo. E eu também te vi crescer, cair, levantar e escolher ficar. Se tem briga, a gente resolve; se tem festa, a gente aparece. Que venham mais dez, com menos pose e mais presença. Conta comigo. Eu tô aqui, véio. Sempre.
· Marcos Almeida
Entre coxinha fria, pneu furado e áudios às três da manhã, celebramos uma década de lealdade sem pose: presença, risada e aquela ajuda que chega na hora certa.



