Trinta e dois anos juntos: o que sobrou depois que o encanto virou raiz

Trinta e dois anos. Eu poderia contar em datas, em casas que moramos, em crises que atravessamos com a testa franzida e a mão dada. Mas o que me vem à mente agora não é o número - é a qualidade do silêncio que aprendi a ter ao seu lado. O pinho, dizem, é a madeira que sustenta. Não a mais nobre, não a mais rara - mas a que aguenta, a que se molda sem quebrar, a que cheira a algo vivo mesmo depois de cortada. Acho que somos assim: não fomos os mais espetaculares, mas fomos os que ficaram. Trinta e dois anos depois, ainda aprendo coisas novas sobre você. Ainda me surpreendo. E isso, que eu saiba, não tem nome mais bonito do que amor - o tipo que cresce fundo, que vira raiz, que não precisa de palco pra existir.
· Profa. Beatriz Coelho
Trinta e dois anos que viraram raiz: uma homenagem a quem ficou e ainda surpreende.



