Trinta e dois anos juntos: o que o tempo não conseguiu apagar

Sabe quando a gente para no meio de um dia comum e percebe que está exatamente onde queria estar? É assim que eu me sinto quando olho pra você e conto - trinta e dois anos. Não é pouco não, meu bem. É uma vida inteira sendo construída tijolo a tijolo, abraço a abraço, cada amanhecer somando ao anterior. O pinho é uma madeira que aguenta tudo: vento, chuva, o peso do tempo. E é exatamente isso que a gente foi aprendendo a ser um pro outro. Não a madeira nobre de vitrine, não. A madeira que sustenta a casa de verdade, que fica quando a tormenta passa e a poeira assenta. Trinta e dois anos guarda dentro dele dias de festa e dias difíceis, silêncios que acolheram e conversas que curaram. Guarda a memória da primeira vez que você me fez rir do jeito certo, e também das vezes em que você ficou - sem precisar de nenhuma palavra. Que axé bom é esse de chegar até aqui de mão dada, minha linda! Que energia essa que a gente alimentou juntos, que não deixou o fogo apagar mesmo quando o vento soprou forte. Que esses trinta e dois anos sejam só o começo do melhor que ainda está por vir. Porque quem chegou até aqui com tanto amor no coração tem muito mais história pra escrever.
· Tia Fátima



