Trinta e dois anos juntos - e a madeira só ficou mais bonita

Trinta e dois anos não passam - eles ficam. Ficam na madeira do nosso cotidiano, nas marcas que o tempo deixou sem pedir licença, no cheiro de casa que só faz sentido quando você está nela. Não escolhi ficar por hábito. Escolhi porque toda manhã acordei e soube, antes mesmo do café, que queria aquela vida contigo. Com os nós que amarramos juntos, com as rachaduras que mostraram onde éramos mais fortes. As bodas de pinho dizem que somos madeira que resiste. Eu digo que somos jardim que aprendeu a florescer em qualquer estação - na seca e na chuva, no silêncio e na festa. Trinta e dois anos. E eu ainda escolheria você na primeira cena.
· Júlia Marques
Trinta e dois anos ficam gravados - na madeira, no cotidiano, em cada manhã escolhida.



