Quando o sino toca devagar e lembro do seu abraço
No silêncio que antecede o amanhecer, quando o sino ecoa lento na torre, penso no tempo bordado pela tua delicadeza, como se cada badalada fosse uma prece oferecida. A casa respira passos macios, aroma de café, vela acesa no canto do oratório, e ali tua fé se derrama - paz mansa, presépio de todo dia. Guardei tua risada, abrigo nos dias escuros, em cada gesto uma ponte, um porto seguro. Tudo em ti recorda aquela imagem de Nossa Senhora: acolher sem pressa, clarear sem alarde. Hoje, tua vida se abre em flor na festa dos anjos. Que a Mãe Aparecida cubra teus caminhos de ternura e conserve essa graça suave de quem carrega amor em oração.
· Padre Henrique
Em cada silêncio da casa, sua presença se faz oração; hoje, os sinos ressoam mais gentis e o céu ganha a cor do seu exemplo manso.


