Quando a maré vira, teu nome é vento novo
A maré varre restos de verão na areia onde teus tênis deixaram pegadas. Hoje, o vento sopra teu nome sem cerimônia- som de promessa recém-acordada. Os dias viram páginas, rasgam calendários, o ano recomeça só no teu sorriso. Penso no jardim onde tua infância floresceu, sem pressa- cada galho agora é rastro de coragem aberta. Sobrinho, recebe essa brisa que anuncia tudo que cabe no horizonte recém-pintado: ecos do mar ao fundo, tua risada crescendo como onda inquieta, pronta para morar no futuro.
· Júlia Marques
Entre marés e ventanias, teu aniversário me lembra páginas viradas, promessas que brilham no início de um novo ciclo, sobrinho.



