Manhã de bruma, tua história ainda acorda devagar
O sino se perde na neblina enquanto teus passos acordam o quintal, pé descalço, esperança leve. Entre umidade e orvalho, tu'alma vai crescendo, devagar, como semente acolhida na terra boa do colo de Aparecida. Teus dias se abrem, sobrinho, como flor que insiste mesmo no frio - na raiz há promessa, e na mão, um rosário de sonhos, ainda pequenos. Olho para ti como quem contempla imagem recém-velada: inacabada, mas cheia de graça. Peço à Mãe querida que cubra teus caminhos. No silêncio do aniversário, tua história inteira é súplica humilde que dança entre fé e novidade: deixa crescer, sem pressa, sem medo.
· Padre Henrique
No silêncio das primeiras horas, tua caminhada se revela como promessa ao sol, guardada sob o manto de Nossa Senhora, em cada descoberta e sonho teu.



