Entre ponteiros e tardes de terça-feira, teu tempo ganha cor
As horas parecem mais leves quando observo você atravessando a tarde feito quem estranha o comum e inventa novidade no trivial. Reparo nos teus gestos como quem lê um verso inédito, e entendo aquele toque de eternidade que a Clarice mencionou em prosa discreta. Prefiro não desenhar grandes expectativas: ao contrário, alimento a alegria de ver teu caminho desvelando-se devagar, como página bem escrita. Que este aniversário não seja apenas data, mas passagem - desses pequenos ritos que ajudam a vida a tomar consciência da própria beleza. Se um afeto precisa de definição, talvez eu escolha o silêncio que paira quando te vejo crescer: admiração discreta, respeito profundo. Celebro hoje, e em todos os dias, o privilégio quase literário de te chamar de sobrinho.
· Profa. Beatriz Coelho



