Aquarela aberta: teu tempo feito de nuances únicas
Lembro de um caderno antigo, folhas coloridas onde tu, ainda pequena, rabiscava futuros impossíveis. Nesta data, observo em silêncio o que Cecilia chamou de "vida multiplicada" e enxergo em ti a coragem de ser tantas, sem máscaras: há algo valioso em reunir em si mesma tantas formas de doçura e firmeza. Tua presença ilumina nossos encontros, e é raro, nesses tempos apressados, encontrar alguém que dissolve o ruído com palavras leves, olhar atento. Cresceste, mas não perdeste essa delicadeza genuína, quase como se carregasse sempre contigo uma aquarela aberta, experimentando nuances próprias, sem jamais temer as linhas tortas do caminho. Que teu novo ciclo seja vasto e generoso. Que sigas transformando horas em afetos, com a calma de quem sabe: há beleza em cada risco do teu próprio tempo.
· Profa. Beatriz Coelho



