Marcas invisíveis de quem acolhe com palavras e presença
Recordo dos momentos em que sua simples escuta se transformou em refúgio para tantos. Enquanto o mundo anda apressado, há em seu ofício o raro saber de parar, olhar nos olhos, ouvir sem ansiedade. Assim como fazia Cecília, que entre as pedras descobria delicadezas, o senhor traduz no cotidiano uma confiança que não se impõe, mas se doa. A celebração do seu aniversário não se resume à data; ela ecoa no cotidiano das pequenas entregas, nas conversas à sombra das árvores ou junto ao banco da igreja. Sua presença tem o peso discreto de quem sustenta sem forçar, e o valor inestimável de quem sabe a diferença entre aconselhar e apenas estar. Ainda que as marcas desses gestos não estejam impressas em medalhas ou vitrais, permanecem gravadas em quem o encontra. Que este novo ciclo lhe traga alegrias serenas, dessas que se desdobram lentamente, como o pão partido em boa companhia.
· Profa. Beatriz Coelho


