Gestos serenos que sustentam silêncios e palavras
Lembro de uma manhã fria, em que só o som de folhas ao vento preenchia a sala. Ali, ainda em silêncio, sua presença já consolava. Há preciosidade na rotina de alguém que se entrega ao cuidado: na escuta paciente, na palavra escolhida, na compreensão que não exige espetáculo. Seu ofício não mora nos holofotes, mas nos intervalos em que se faz ponte entre as dores alheias e a esperança discreta. Cecília escreveu que 'há sempre um instante em que a alma se abre como um broto', e vejo isso acontecer tantas vezes em seu olhar atento. Hoje, desejo que os detalhes que o senhor ampara, quase invisíveis, retornem em alegria e graça. Que seu caminho seja continuamente regado pela serenidade com que abraça o mundo.
· Profa. Beatriz Coelho
No aniversário do pastor, cabe celebrar aquele que, em gestos pequenos e presença constante, tece amparo mesmo onde as palavras parecem faltar.


