Entre café passado e orações, nasce outro ano de cuidado
Quando a chaleira canta cedinho, minha querida, eu me lembro do senhor ajoelhado, sala cheia de esperança. O tempo passa tão depressa como água escoando do filtro, e cada novo aniversário é bordado de gratidão. Vejo nos olhos do pastor espelhos de Salmos antigos, versos que guardam o rebanho dos medos da noite escura. Quem planta ternura colhe descanso pra alma, filhinho. O pão da vida repartido nas madrugadas faz companhia, e a palavra acesa no altar sustenta mais que alimento. Como diz lá em Provérbios: "O coração alegre aformoseia o rosto." Que nesse dia tão especial, a fé reacenda seus passos, o carinho do seu povo se transforme em cobertor, nesse friozinho, e que Deus, no silêncio, renove seu fôlego. Amém.
· Vó Lurdes
Uma poesia delicada e cheia de fé para celebrar quem cuida do rebanho com mãos firmes e oração, rememorando o valor do tempo e da presença pastoral.


