Quando o vento dobra a esquina, lembro de quem você é
Vez ou outra, penso em como o vento consegue dobrar a esquina e ainda assim continuar inteiro. Tem gente assim, e você é um desses. O tempo passa - como quem vira páginas de um livro - e em cada folha o teu rastro vai ficando, assinado na coragem dos começos e na calma de quem já aprendeu com tempestades. Sua presença é esse jardim que desafia o asfalto, insistindo com beleza onde muitos só veriam concreto. Hoje, a rua te pertence: mais um ano de paredes erguidas com risos e quedas, de histórias bordadas com o cuidado de quem repara na luz das manhãs.
· Júlia Marques
Cada volta do calendário é como uma dobra no vento: você segue deixando marcas que não evaporam, feito perfume em manhã de brisa.


