Você cresceu e eu aprendi que o coração não pede permissão pra amar

Tem uma coisa estranha no amor que ninguém explica direito: ele não espera cerimônia, não chega com documento assinado. Chegou assim - pelo canto da sala, pelo dia que você ria sem saber que eu olhava, pelo bagunça que virou rotina, pela rotina que virou lar. Hoje você faz anos e eu não sei bem como chamar o que sinto - não é posse, não é dívida, é mais como o mar que não escolhe a margem e ainda assim volta. Quero que você vá longe. Quero que você volte. Quero que saiba que tem um lugar aqui que nenhum calendário inventou - nós dois inventamos, devagar, no tempo que coube entre nós.
· Júlia Marques
Um poema sobre o amor que não precisou de documento pra existir - só de tempo e presença.



