Retratos dispersos e afeto forjado nas margens da família
Lembro de nós em tantas imagens sobrepostas: um churrasco apressado num sábado frio, histórias trocadas sem pressa durante os intervalos do almoço, o respeito silencioso que se constrói aos poucos. Nos tornamos parte da mesma narrativa, com papéis inicialmente desencontrados, que aos poucos descobriram harmonia. Nem todo laço se dá por raízes de infância ou por obrigações do tempo. Há relações que amadurecem na presença constante e no cuidado discreto. Clarice dizia que 'o que verdadeiramente somos fica perdido entre palavras não ditas'. Ainda assim, hoje procuro palavras para reconhecer tua importância: tua firmeza quando as rotinas desafiam, tua serenidade diante do cotidiano. Que este novo ciclo venha sumarento de maturidade e alegria tranquila. É raro, mas valioso, quando afinidade nasce nas intersecções do afeto - e disso, faço meu brinde.
· Profa. Beatriz Coelho


