Areia morna e maré alta celebram teu tempo novo
Hoje, o vento sul faz o calendário virar maré alta beija teus pés na areia, como se dissesse - recomeça, sem pressa - um ano novo pode nascer da espuma. Me lembro do quintal, fim de tarde quente duas cadeiras, conversa solta, tua risada desenhando caminhos de sombra leve no jardim. Hoje, te desejo espuma fresca uns instantes a mais, que teu tempo se alongue como praia em verão, e a cada página que muda, tu possas - sem alarde - sentir a leveza de pertencer ao agora, ao simples, à nossa pequena família.
· Júlia Marques
Entre marés e ventos, este poema traça o aniversário do cunhado como página fresca do calendário, valendo-se de imagens concretas para marcar presença.


