Mar aberto no teu novo ano, cunhada
Hoje o mar escreve teu nome na espuma, e o vento vira a página do calendário como quem abre um jardim depois da chuva. Cunhada, gosto do jeito que você chega e areja a casa, colhe riso de canto, cuida sem barulho, acende conversa boa. Que este novo ano te encontre inteira, sal, pele, raiz e flor: coragem, sossego, dias que cabem no bolso. Se precisar de cais, me chama - sou porto. Brindemos à leveza que não se explica, mas faz tudo florescer.
· Júlia Marques
Poema breve, de mares e jardins, para celebrar a cunhada que areja a casa e acende conversas; desejo páginas viradas, calma e coragem para o novo ciclo.



